Você Conhece A Parábola Da Demissão Da Formiga Desmotivada?

Esse é um post off topic, mas que faço questão de publicar em meu blog em face da atual crise que envolve a Prefeitura Municipal de Americana. Qualquer semelhança, não é mera coincidência.

“Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. A formiga era produtiva e feliz.

O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.

Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.

O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.

A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.

Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial…

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer uma pesquisa de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as finanças, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.

A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa!

E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?

A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.”

Autor desconhecido

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Epitáfio

Epitáfio – Titãs
(Sérgio Brito)

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr.

Os epitáfios no passado procuravam narrar os atos heroicos do nobre, do rei ou de algum membro proeminente da corte. Com o passar dos tempos começou a ser usado por toda população para lembrarem as qualidades daquele ente querido que partiu deixando muita saudade.

A letra da música é um alerta. Muitas pessoas chegam nessa conclusão tão somente quando é tarde demais, quando o sol não pode mais brilhar para elas, aí, realmente se deparam com aquilo que deveria ser a Vida, com o que realmente era importante para uma vida verdadeira e feliz.

Cordialidade: uma questão de bom senso

Mario Sérgio Cortella, graduado em Filosofia e doutor em Educação pela PUC-SP, em palestra sobre a temática “O compromisso com a cordialidade”, no Salão dos Passos Perdidos no Tribunal de Justiça de São Paulo, em 15/04/2014, proferiu o seguinte:

“A cordialidade é algo que enfeita a vida”, disse. “Eu sou caipira e no mundo caipira tem coisa que orna e coisa que não orna. Na vida e na relação entre as pessoas, tem coisa que orna e coisa que não orna. O que não orna? Agressividade, arrogância, desprezo. O que orna? Cordialidade, polidez e gentileza.” Em seguida, citou uma frase que atribuiu a Martinho Lutero ou a Gabriel Garcia Márquez: “Um homem só deve olhar a outro de cima para baixo quando for para ajudá-lo a se levantar”. E continuou: “Não é casual que a balança da Justiça se equilibra quando os dois lados estão na mesma altura”.

E no final concluiu que:

“A cordialidade tem que ser uma prática cotidiana. Ela não é automática, pois já perdemos um pouco disso. Antigamente, no Interior, ao caminhar na rua, todas as pessoas se cumprimentavam, independentemente de serem conhecidas. Quem faz isso hoje em dia? A cordialidade tem que ser consolidada como algo que nos dignifica.” E concluiu sua palestra analisando a frase: A vida é muito curta para ser pequena. “O que apequena a vida é levá-la de forma banal, fútil e arrogante. Por isso, como cidadão, eu agradeço a todos que estão envolvidos neste Projeto (Justiça Cordial) que tenta impedir que a gente se habitue a qualquer tipo de ‘coisa podre’”.

Aprendemos a sermos cordiais com nossos inimigos em Provérbios, Capítulo 25, v. 21:

21.Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber;

Frequentemente vejo e ouço pessoas dizendo que preferem ser “antissociais” do que fingirem serem falsas, como se dar “bom dia”, ou qualquer coisa do gênero, mesmo para um desafeto, fosse ato de falsidade.

Oras, então nos ensinaram a sermos falsos desde o início? Claro que não. É muito fácil ser cordial com quem amamos, o desafio está em sermos cordiais com nossos desafetos.

Dizer “bom dia” para quem não gostamos, ou até mesmo odiamos, gera muito desconforto, angústia. Assim, a pessoa para evitar tamanha angústia procura por “desculpas” para fugir à responsabilidade.

Segundo Paulo Freire: “Ele dizia que era pequeno, para poder crescer. Gente grande de verdade sabe que é pequeno e, por isso, cresce. Gente muito pequena acha que já é grande e o único modo dela crescer é rebaixando os outros”.

Dessa forma, quero concluir este post com a mensagem de que “temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo” (Mahatma Gandhi).

Essa justiça desafinada

Baader-Meinhof Blues

Legião Urbana

A violência é tão fascinante
E nossas vidas são tão normais
E você passa de noite e sempre vê
Apartamentos acesos
Tudo parece ser tão real
Mas você viu esse filme também.

Andando nas ruas
Pensei que podia ouvir
Alguém me chamando
Dizendo meu nome.

Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar o próximo é tão demodé.

Essa justiça desafinada
É tão humana e tão errada
Nós assistimos televisão também
Qual é a diferença?

Não estatize meus sentimentos
Pra seu governo,
O meu estado é independente.

Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar o próximo é tão demodé.

O PODER DOS QUIETOS

Autora: Susan Cain

Sobre o Livro

Em um mundo que exalta o Ideal da Extroversão, a timidez é vista como algo entre a decepção e a patologia. Pessoas quietas são subestimadas a todo instante e sentem que precisam aprender a ser mais comunicativas. Mas O poder dos quietos marca o fim desse dogma da sociedade.

Trecho:

Mas cometemos um erro grave ao abraçar o ideal da extroversão tão inconsequentemente. Algumas das nossas maiores ideias, a arte, as invenções –desde a teoria da evolução até os girassóis de Van Gogh e os computadores pessoais– vieram de pessoas quietas e cerebrais que sabiam como se comunicar com seu mundo interior e os tesouros que lá seriam encontrados.

Sem introvertidos, o mundo não teria: a teoria da gravidade; a teoria da relatividade; “O Segundo Advento”, de W.B. Yeats; Os “Noturnos” de Chopin; “Em Busca do Tempo Perdido”, de Proust; Peter Pan; “1984” e “A Revolução dos Bichos, de George Orwell; “O Gato do Chapéu”, do Dr. Seuss; Charlie Brown; “A Lista de Schindler”, “E.T.” e “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, de Steven Spielberg; o Google; Harry Potter.

ESTÍMULOS

Como escreveu o jornalista científico Winifred Gallagher: “A glória da disposição que faz com que se pare para considerar estímulos em vez de render-se a eles é sua longa associação com conquistas intelectuais e artísticas. Nem o E=mc² de Einstein nem ‘Paraíso Perdido’, de John Milton, foram produzidos por festeiros.”

Mesmo em ocupações menos óbvias para os introvertidos, como finanças, política e ativismo, alguns dos grandes saltos foram dados por eles. Figuras como Eleanor Roosevelt, Al Gore, Warren Buffett, Gandhi –e Rosa Parks– conquistaram o que conquistaram não “apesar de”, mas por causa de sua introversão.

É claro que há outro nome para pessoas assim: pensadores.

As raízes da corrupção

A revolução estourou em Pernambuco, mas refletia o descontentamento de todas as províncias com os aumentos de impostos para financiar as despesas da corte portuguesa no Rio de Janeiro. (…) Paga-se em Pernambuco um imposto para a iluminação das ruas do Rio de Janeiro, quando as do Recife ficam em completa escuridão.

Este trecho foi extraído do livro “1808”, de Laurentino Gomes, p. 252, que narra, baseado em livros de historiadores, os fatos ocorridos no Brasil colônia, em 1808, com a chegada da Família Real portuguesa.

Em reportagem publicada no Estadão de 09/09/2011, foi publicada a matéria divulgando que a corrupção no Min. dos Transportes já consumiu cerca de R$ 682 milhões (Estadão, Caderno Nacional, p. A4, 09/09/11).

Diante dos fatos narrados, podemos constatar que os tempos passaram e a máquina pública apenas se aperfeiçoou. A prática da corrupção é antiga e sempre será praticado. Mas, o mais importante é que, assim como ela, a prática da honestidade também é antiga e deve ser incentivada no nosso meio.

Como ensina a lei da física: “a toda ação existe uma reação de mesma intensidade, sentido, mas com direções opostas”. Portanto, a toda ação de corrupção deve existir reação de honestidade (por que não dizer moralidade?) de mesma intensidade e sentido com direção oposta, indo de encontro com aquela.

“Política crítica” se levada a sério pode ser muito útil

Para Aristóteles a Política é a ciência mais suprema, a qual as outras ciências estão subordinadas e da qual todas as demais se servem numa cidade. A tarefa da Política é investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de garantir a felicidade coletiva. Segundo Aristóteles, a pouca experiência da vida torna o estudo da Política supérfluo para os jovens, por regras imprudentes, que só seguem suas paixões (Fonte: http://pt.shvoong.com/law-and-politics/1711935-conceito-pol%C3%ADtica-em-arist%C3%B3teles/#ixzz1JVyfWXjy)

Para Aristóteles, o homem é um animal social e político por natureza, logo, tem a necessidade de conviver em sociedade e promover o bem comum e a felicidade. Para Aristóteles, as polis gregras eram a associação dos homens (encarnadas como Estados) que, por meio da política, estes deveriam conviver em harmonia e promover o bem comum e a felicidade de todos. Pois, segundo o filósofo, toda a associação tem como finalidade algum bem.

Assim, os homens, tendo por finalidade a felicidade e o bem comun e, considerando a própria tendência que as pessoas tem de se agruparem, sentem a necessidade de se agruparem, formando uma associação, concebendo-se a comunidade política, de acordo com a filosofia aristotélica. E, ainda nessa filosofia, ninguém pode ter garantido seu próprio bem sem a família e sem uma forma de governo.

Quanto ao conceito de crítica, de acordo com a Wikipédia, a crítica é feita pelo crítico, jornalista ou profissional especializado da área, que entra em contato com o produto a ser criticado e redige matérias ou artigos apresentando uma valoração do objeto analisado. Em geral, o crítico não pode apresentar uma avaliação puramente subjetiva, mas também deve apresentar descrição de aspectos objetivos que deem sustentação a seus argumentos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%ADtica).

Aprofundando o tema da crítica, a Teoria Crítica, que teve seu início num ensaio-manifesto publicado por Max Hokheimer em 1937, busca unir teoria e prática com uma tensão no presente. Uma das propostas dessa teoria visa oferecer um comportamento crítico nos confrontos com a ciência e a cultura, apresentando uma proposta política de reorganização da sociedade. Dessa forma, a Crítica propõem uma forma de análise, num modo dialético, dos fenômenos ocorridos com os fatos sociais que os provocam.

Portanto, das premissas acimas, posso concluir que uma Política Crítica séria é aquela que estuda, analisa os fatos sociais (as atitudes dos homens políticos para atingir o bem comum), confrontando-os com as Ciências (Política, no caso, e outras afim), fornecendo, ao final, uma proposta de melhor organização / administração da sociedade (e porque não da coisa pública), entre outros fatores, possibilitando até uma nova visão da sociedade.

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