As raízes da corrupção

A revolução estourou em Pernambuco, mas refletia o descontentamento de todas as províncias com os aumentos de impostos para financiar as despesas da corte portuguesa no Rio de Janeiro. (…) Paga-se em Pernambuco um imposto para a iluminação das ruas do Rio de Janeiro, quando as do Recife ficam em completa escuridão.

Este trecho foi extraído do livro “1808”, de Laurentino Gomes, p. 252, que narra, baseado em livros de historiadores, os fatos ocorridos no Brasil colônia, em 1808, com a chegada da Família Real portuguesa.

Em reportagem publicada no Estadão de 09/09/2011, foi publicada a matéria divulgando que a corrupção no Min. dos Transportes já consumiu cerca de R$ 682 milhões (Estadão, Caderno Nacional, p. A4, 09/09/11).

Diante dos fatos narrados, podemos constatar que os tempos passaram e a máquina pública apenas se aperfeiçoou. A prática da corrupção é antiga e sempre será praticado. Mas, o mais importante é que, assim como ela, a prática da honestidade também é antiga e deve ser incentivada no nosso meio.

Como ensina a lei da física: “a toda ação existe uma reação de mesma intensidade, sentido, mas com direções opostas”. Portanto, a toda ação de corrupção deve existir reação de honestidade (por que não dizer moralidade?) de mesma intensidade e sentido com direção oposta, indo de encontro com aquela.

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Publicado por

Rodrigo Santhiago Martins Bauer

Advogado, pós-graduado em Direito Tributário pela LFG, graduado em Direito pela PUC Campinas